Art. 154 – Violação do Segredo Profissional

Violação do segredo profissional

Art. 154 - Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem:

Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

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COMENTÁRIOS:

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Protege-se o segredo profissional.

Crime PRÓPRIO.

Crime FORMAL.

AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO.

Art. 153 – Divulgação de Segredo

Divulgação de segredo

Art. 153 - Divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

§ 1º Somente se procede mediante representação. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9.983, de 2000)

§ 1o-A. Divulgar, sem justa causa, informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

§ 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública, a ação penal será incondicionada. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

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COMENTÁRIOS:

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Preservar-se o SIGILO.

SUJEITO ATIVO: Detentor ou destinatário do segredo.

Ficam fora da proteção penal as confidências obtidas por meio verbal, uma vez que o título protege claramente o conteúdo de DOCUMENTOS.

Crime FORMAL. Consuma-se no momento da realização da CONDUTA. Deve ser capaz de provocar dano, mesmo que não provoque.

Admite a tentativa.

AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA A REPRESENTAÇÃO, salvo quando se tratar de segredo cuja revelação cause prejuízo a Administração Pública.


Art. 152 – Correspondência Comercial

Correspondência comercial

Art. 152 – Abusar da condição de sócio ou empregado de estabelecimento comercial ou industrial para, no todo ou em parte, desviar, sonegar, subtrair ou suprimir correspondência, ou revelar a estranho seu conteúdo:

Pena – detenção, de três meses a dois anos.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação.

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COMENTÁRIOS:

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Específico para correspondência empresarial.

Trata-se de Crime Próprio.

SUJEITO ATIVO: Sócio ou Empregado de estabelecimento comercial ou Industria.

SUJEITO PASSIVO: A Pessoa Jurídica –  a Industria ou o estabelecimento comercial que teve sua correspondência desviada, sonegada, subtraída, suprimida ou revelada.

O tipo prevê, também, ocultamento de correspondência.

Ação Penal é Pública condicionada a Representação.

Art. 151 – Violação de correspondência

31/03/2010 1 comentário

Violação de correspondência

Art. 151 – Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada, dirigida a outrem:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa. (Artigo revogado)

NORMA EM VIGOR

VIOLAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA (LEI 6.538/78)

Art. 40º – Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada dirigida a outrem:

Pena: detenção, até seis meses, ou pagamento não excedente a vinte dias-multa.

Sonegação ou destruição de correspondência

§ 1º – Na mesma pena incorre:

I – quem se apossa indevidamente de correspondência alheia, embora não fechada e, no todo ou em parte, a sonega ou destrói; (REVOGADO) – Em vigor o Art. 40, § 1º da Lei 6.538/78

Violação de comunicação telegráfica, radioelétrica ou telefônica

II – quem indevidamente divulga, transmite a outrem ou utiliza abusivamente comunicação telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro, ou conversação telefônica entre outras pessoas; (REVOGADO pelo ArT. 10 da lei 9.296/96).

III – quem impede a comunicação ou a conversação referidas no número anterior;

IV – quem instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico, sem observância de disposição legal. (REVOGADO pelo Art. 70 da lei 4.117/62).

§ 2º – As penas aumentam-se de metade, se há dano para outrem.

§ 3º – Se o agente comete o crime, com abuso de função em serviço postal, telegráfico, radioelétrico ou telefônico:

Pena – detenção, de um a três anos.

§ 4º – Somente se procede mediante representação, salvo nos casos do § 1º, IV, e do § 3º.

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COMENTÁRIOS:

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VER: Lei 6.538/78 e Lei 9.296/96

Trata-se de um artigo muito prejudicado com a edição de novas leis.

Protege-se a inviolabilidade constitucionalmente protegida da Correspondência.

O bem jurídico protegido é a liberdade de comunicação do pensamento.

A violação precisa ser de CORRESPONDÊNCIA FECHADA e feita INDEVIDAMENTE. A violação legítima é permitida. Contudo, o agente não precisa abrir a carta, neste caso PROTEGE-SE O CONTEÚDO.

Não configura o delito a leitura de carta cujo envelope se encontra aberto, porque neste caso aquele que escreveu a carta previamente já renunciou tacitamente ao seu direito de ter em segredo o conteúdo da mesma.

Torna-se se crime impossível quando o agente não entende a linguagem enigmática, caso a carta seja com este tipo de escrita.

SUJEITO ATIVO – qualquer pessoa.

SUJEITO PASSIVO – Dupla subjetividade passiva. Remetente e destinatário.

É possível que um cego ou um analfabeto, apalpando por exemplo, cometa o crime, tomando conhecimento do conteúdo da carta.

SÓ É PUNÍVEL A TÍTULO DE DOLO.

O erro de tipo exclui a tipicidade. Ex. Abrir carta de terceiro pensando ser para si.

Os pais podem abrir a correspondência dos filhos menores? Sim.

O marido pode abrir a correspondência da mulher? Não. Reserva de Intimidade ( Damásio entende que Sim, porque haveria comunhão de interesses.)

O Administrador pode abrir a correspondência do falido ou em recuperação judicial? Sim.

O diretor pode violar a correspondência do preso? Via de regra, NÃO. Mas, como não existe direitos fundamentais absolutos, excepcionalmente, fazendo-se um juízo de ponderação de valores, é possível que o diretor intercepte a correspondência do preso para salvaguardar direitos maiores.

Crime Comum, Simples, Instantâneo, Comissivo e de Mera Conduta.

Admite-se a TENTATIVA.

AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA A REPRESENTAÇÃO.

Vale a pena anotar que é crime a interceptação não autorizada judicialmente de conversações telefônicas. Contudo, a autorização judicial – na forma da lei 9.296/96 é causa excludente da tipicidade.

O crime de interceptação consuma-se no momento da simples interceptação, não sendo mais necessário, como era à época do CP, a divulgação das informações.

Art. 10. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas (1), de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça (2), sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

SUJEITO ATIVO:

(1) Crime Comum – Qualquer Pessoa

(2) Delito Próprio – Juiz, MP, Concessionária…

SUJEITO PASSIVO: Crime de dupla subjetividade passiva, os interlocutores.

Nos casos de interceptação telefônica, a AÇÃO PENAL É PÚBLICA INCODICIONADA.

Link Especial. Lei que regula as interceptações telefônicas (comentada): http://migre.me/sP1D

Artigo sobre violação de correspondências em presídio:  http://migre.me/sPBf

Art. 150 – Violação de domicílio

Violação de domicílio

Art. 150 – Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências:

Pena – detenção, de um a três meses, ou multa.

§ 1º – Se o crime é cometido durante a noite, ou em lugar ermo, ou com o emprego de violência ou de arma, ou por duas ou mais pessoas:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, além da pena correspondente à violência.

§ 2º – Aumenta-se a pena de um terço, se o fato é cometido por funcionário público, fora dos casos legais, ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei, ou com abuso do poder.

§ 3º – Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências:

I – durante o dia, com observância das formalidades legais, para efetuar prisão ou outra diligência;

II – a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.

§ 4º – A expressão “casa” compreende:

I – qualquer compartimento habitado;

II – aposento ocupado de habitação coletiva;

III – compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade.

§ 5º – Não se compreendem na expressão “casa”:

I – hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto aberta, salvo a restrição do n.º II do parágrafo anterior;

II – taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero.

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COMENTÁRIOS:

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Protege-se a Inviolabilidade Constitucional.

Constituição Federal: art. 5, XI -“a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou durante o dia, por determinação judicial.”

O tipo tem que ser analisado levando-se em conta a norma constitucional.

SUJEITO ATIVO: Qualquer pessoa.

SUJEITO PASSIVO: Quem tem o direito de admitir ou excluir alguém de sua casa.

Para haver PERMANÊNCIA é necessário que entrada tenha sido licita, permitida.

Trata-se de Crime de mera conduta, porque se protege o aspecto psicológico de quem mora na casa, e não a casa em si.

O nome “casa” também abrange escritórios, consultórios (local de trabalho), local onde se exerce o animus domicili, como saveiros, barcos ou quartinhos.

A jurisprudência não agasalha no conceito de “casa” – a boléia do caminhão ou os locais usados por mendigos para dormir em calçadas ou locais públicos.

DIREITO DE CONVIVÊNCIA. CASAL. Em igualdade de condições prevalece a vontade que proibir. Ex. Marido proíbe a permanência de amigo da esposa no apartamento onde mora o casal.

O STF entende que não há crime na entrada do amante da esposa infiel no lar conjugal, com o consentimento daquela e na ausência do marido, para fins amorosos. (RTJ, 47/734)

DIREITO DE CONVIVÊNCIA. FILHOS. No caso dos filhos, enquanto menores, prevalece a vontade dos pais. Depois de maiores, podem receber os amigos em casa.

DIREITO DE INTIMIDADE. Empregados. Não se reconhece.

PROPRIEDADES COMUNS. Não há qualquer restrição quando o espaço é comum. Contudo, em áreas comuns reservadas, o assunto será regido pelo Regimento Interno.

Em locais de grande extensão, preserva-se tão somente para os efeitos do tipo – o local onde se exerce a intimidade. Ex. Grande fazenda, neste caso protege-se a intimidade da casa sede onde ficam as pessoas.

Elemento normativo do tipo: se eu permito, exclui-se a tipicidade.

CABE TENTATIVA – inclusive para tentar permanecer.

Não há violação de domicílio em casa abandonada. Contudo, não se pode confundir casa abandonada, com casa temporariamente desabitada. Ex. Casa de praia.

AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA.

Art. 149 – Redução a condição análoga à de escravo

31/03/2010 1 comentário

Redução a condição análoga à de escravo

Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

Pena – reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência. (Redação dada pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

§ 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho; (Incluído pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho. (Incluído pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

§ 2o A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

I – contra criança ou adolescente; (Incluído pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

II – por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. (Incluído pela Lei nº 10.803, de 11.12.2003)

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COMENTÁRIOS:

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Também conhecido, como CRIME DE PLÁGIO – sujeição de uma pessoa ao domínio de outra.

Embora o agente não prenda a vítima diretamente, ele cria condições adversas para que ela não manifeste a sua vontade.

O consentimento do ofendido é IRRELEVANTE, uma vez que a situação de liberdade do homem constitui interesse preponderante do Estado.

O fato só é punível a título de DOLO.

Trata-se de crime PERMANENTE.

Admite-se a TENTATIVA.

NÃO CONFUNDIR este tipo com o art. 203 – relativo a frustração de direitos trabalhistas (abaixo) – Isso não é exatamente o mesmo que reduzir a condições análogas a de escravo.

Art. 203 – Frustrar, mediante fraude ou violência, direito assegurado pela legislação do trabalho:

Pena – detenção de um ano a dois anos, e multa, além da pena correspondente à violência. (Redação dada pela Lei nº 9.777, de 29.12.1998)

§ 1º Na mesma pena incorre quem: (Incluído pela Lei nº 9.777, de 29.12.1998)

I – obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento, para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida; (Incluído pela Lei nº 9.777, de 29.12.1998)

II – impede alguém de se desligar de serviços de qualquer natureza, mediante coação ou por meio da retenção de seus documentos pessoais ou contratuais. (Incluído pela Lei nº 9.777, de 29.12.1998)

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço se a vítima é menor de dezoito anos, idosa, gestante, indígena ou portadora de deficiência física ou mental. (Incluído pela Lei nº 9.777, de 29.12.1998)

Já o §2º, II não se relaciona com o crime de racismo previsto na lei 7716/89.

AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA.

Art. 148 – Sequestro e Cárcere Privado

31/03/2010 1 comentário

Seqüestro e cárcere privado

Art. 148Privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado:

Pena – reclusão, de um a três anos.

§ 1º – A pena é de reclusão, de dois a cinco anos:

I – se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos(Redação dada pela Lei nº 11.106, de 2005)

II – se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital;

III – se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias.

IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos(Incluído pela Lei nº 11.106, de 2005)

V – se o crime é praticado com fins libidinosos(Incluído pela Lei nº 11.106, de 2005)

§ 2º – Se resulta à vítima, em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção, grave sofrimento físico ou moral:

Pena – reclusão, de dois a oito anos.

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COMENTÁRIOS:

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SUJEITO ATIVO: Qualquer pessoa.

SUJEITO PASSIVO: Qualquer pessoa.

O CRIME DE SEQUESTRO É PERMANENTE.

O consentimento do ofendido exclui o crime. Ex: retiro espiritual.

Diferença entre SEQUESTO e CÁRCERE PRIVADO?

No seqüestro a vítima tem maior liberdade de locomoção (vítima presa numa fazenda). Já no cárcere privado, a vítima vê-se submetida a uma privação de liberdade num recinto fechado, como por exemplo: dentro de um quarto ou armário.

Qual a diferença entre DENTENÇÃO E RETENÇÃO?

Na detenção priva-se a vítima da liberdade, levando ela para algum lugar. Já na retenção impede-se a vítima de sair de um determinado lugar.

A DURAÇÃO DA PRIVAÇÃO DA LIBERDADE É IRRELEVANTE.

O crime só é punido a tipo de DOLO.

São delitos MATERIAIS e PERMANENTES, uma vez que o tipo descreve a conduta e o resultado.

É possível a TENTATIVA.

A AÇÃO PENAL É PÚBLICA INCONDICIONADA.

Observe-se que na causa de aumento (§1º, II) relativo à internação da vítima, deve existir o DOLO DE SEQUESTRAR camuflando o seqüestro com a internação.

Aqui é necessário distinguir o DOLO DE SEQUESTRAR, da conduta relacionada aos Arts. 22 e 23 da Lei 3.688/41 (contravenções penais) relativo à contravenção conhecida como INTERNAÇÃO IRREGULAR.

Art. 22. Receber em estabelecimento psiquiátrico, e nele internar, sem as formalidades legais, pessoa apresentada como doente mental:

Pena – multa, de trezentos mil réis a três contos de réis.

§ 1º Aplica-se a mesma pena a quem deixa de comunicar a autoridade competente, no prazo legal, internação que tenha admitido, por motivo de urgência, sem as formalidades legais.

§ 2º Incorre na pena de prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa de quinhentos mil réis a cinco contos de réis, aquele que, sem observar as prescrições legais, deixa retirar-se ou despede de estabelecimento psiquiátrico pessoa nele, internada.

Art. 23. Receber e ter sob custódia doente mental, fora do caso previsto no artigo anterior, sem autorização de quem de direito:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis.

Já no caso do fim libidinoso (previsto no § 1º, V) nunca é demais lembrar que abrange homem ou mulher, uma vez que o tipo “rapto” foi revogado pela lei 11.106/2005.

ATENÇÃO. O tipo diz respeito ao fim libidinoso. E esgota-se na finalidade. Contudo, se o agente praticar o ato sexual, responderá em concurso material de crimes: Sequesto + Estupro. Neste caso, aplicar-se a o seqüestro do caput, sem o aumento de pena pelo fim libidinoso para que não incorra em bis idem.

DETALHE. Preliminarmente quem seqüestra não quer matar, já que se seqüestra pessoa viva. Contudo, se a pessoa for maltratada e não morrer (§ 2º) a pena será de 2 a 8 anos. Já se a morte for culposa a pena será menor do que os maus tratos. Incoerência.

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